O que são crenças?

São programações mentais que regem nossos comportamentos. São as nossas verdades, aquilo que acreditamos.

Nossas crenças determinam nossas percepções, escolhas, ideias, comportamentos, sentimentos, saúde, relacionamentos…… enfim, determinam nossas vidas.

As crenças podem fortalecer ou limitar os nossos comportamentos, dependendo de nossas crenças teremos uma resposta diferente para os questionamentos mais comuns da vida, como os abaixo:

  • Onde irei trabalhar? Quanto ganharei?
  • Como e com quem irei me relacionar?
  • Como será minha saúde
  • Como será meu casamento?
  • Como serão meus filhos?
  • Serei traído pelo sócio, esposa ou amigos?
  • Terei autoestima?
  • Serei feliz e realizado?
  • Terei dinheiro e saberei lidar com ele?

As crenças limitantes são aquelas negativas, que te limitam, te impedem de evoluir e crescer.

Como se formam?

As crenças se formam desde o momento que estamos na barriga da nossa mãe até os 12 anos.

É tudo que ouvimos, sentimos e vimos, sobre forte impacto emocional ou repetidas vezes, dos nossos pais, familiares, professores, amigos mais próximos, enfim, das pessoas que amamos e admiramos.

Por exemplo:

  • Na infância, mamãe deixava o filho ajudar na cozinha e elogiava, então a criança aprendeu que era um bom filho e que tinha aptidão para fazer bem feito, criando crenças fortalecedoras de identidade e capacidade.
  • Outra mamãe dizia que o filho só atrapalhava e não fazia nada direito, então a criança aprendeu que querer ajudar é um incômodo e que não era capaz de fazer nada direito, gerando crenças limitantes de identidade e capacidade.

Crenças primais

As crenças primais do indivíduo são: identidade, capacidade e merecimento. Eu sou, eu faço, eu tenho.

  • Existem as crenças de princípios e valores: o que é certo e errado.
  • Crenças de reconhecimento: o mundo e as pessoas são…
  • Crenças espirituais: Deus é…
  • Crenças traumáticas: experiências dolorosas que geram crenças disfuncionais

As crenças primais formam a base do comportamento do indivíduo, podendo o levar ao sucesso e plenitude ou ao fracasso e declínio e isso está relacionado à uma sequência lógica de formação.

O que isso quer dizer? Quer dizer que primeiramente devemos formar a base das crenças primais que são as crenças de identidade, em seguida as crenças de capacidade e por último as crenças de merecimento.

Crenças limitantes

As crenças limitantes, são aquelas formadas em qualquer uma das crenças primais e que depois de formadas levam o indivíduo aos vícios e a derrota.

As crenças limitantes de identidades, são aquelas que fazem o indivíduo ter dificuldade de encontrar qualidades e/ou habilidades. Quando são perguntados sobre isso, normalmente respondem com defeitos e fraquezas.

As crenças limitantes de capacidade, são aquelas onde o indivíduo até sabe identificar de forma positiva suas qualidades e habilidades, mas não se sentem capazes de fazer nada com isso. Quando começam alguma atividade nova baseiam-se em seus conhecimentos, porém já iniciam sabendo que irão fracassar.

Já as crenças limitantes de merecimento, aparecem, quando o indivíduo conhece suas qualidades e habilidades e por isso não deixam de iniciar novos projetos, conhecem de suas capacidades e sabem que conseguirão ter sucesso no fim do projeto, mas quando chegam lá, não se sentem merecedores da vitória, do prêmio ou do reconhecimento e dessa forma, quase sempre inconscientemente, agem para perder o que ganhou ou pelo menos, não sentem prazer e alegria com a conquista. É como se após subir uma montanha e chegar ao topo, percebesse que não está na montanha certa, só que isso ocorre com tudo o que conquista.

Matriz passiva de formação de crença:

Matriz passiva de formação de crença, é a sequência natural de programação mental e ocorre quando vimos, sentimos e ouvimos, sob forte impacto emocional ou por repetição. Essas crenças geram então, comportamentos, que por sua vez, geram pensamentos, que alimentam sentimentos, que por fim, reforçam essa mesma crença.

Há, portanto, um ciclo, que no caso das crenças limitantes, são ciclos viciosos.

Vamos ao exemplo: A criança cresce sendo comparada à irmã, que é mais inteligente. Essa comparação é feita pelos pais, através de conversas, piadas, brigas e xingamentos. A criança então ouve a tudo isso, enxerga a fisionomia dos pais e da irmã e sente os mais diversos sentimentos, durante toda a infância e pré-adolescência. É formada então a crença limitante de capacidade: “Não posso fazer nada melhor que minha irmã”. Essa crença é realimentada por sentimentos, pensamentos e comportamentos de fracasso.

Outros exemplos de crenças limitantes:

  • Não sou bom o suficiente.
  • Todo homem trai.
  • Toda mulher é fraca.
  • Só serei amada se for perfeita.
  • Quem tem dinheiro é ruim.
  • As pessoas só obedecem por medo

Importante: cada pessoas reage de um jeito a um mesmo estímulo. Ex.: na rejeição, algumas pessoas podem ficar retraídas e outras podem ficar competitivas.

É possível mudar?

Sim, devido a plasticidade neural, que é a capacidade de mudança do nosso sistema nervoso. Somos capazes de reprogramar nossa mente, da mesma forma que se reprograma um computador. Isso é possível, pois nosso cérebro é uma máquina muito eficiente e é programada para dar prioridade para aquilo que mais utilizamos, ou seja, o cérebro foca sua energia nas atividades que mais geram fluxo e tira energia daquelas atividades que estão paradas, sem uso.

Assim, podemos ativar uma matriz positiva que irá deixar de lado os sentimentos, pensamentos e comportamentos, negativos, do passado e fazendo com o que o cérebro, pare de dar importância àquela crença limitante, que “morrerá de fome”.

Como gerar a Matriz Ativa de formação de crença?

Como vimos na matriz passiva, as crenças alimentam os comportamentos, que alimentam os pensamentos que por sua vez, alimentam os sentimentos, que fecham o ciclo ao realimentar as crenças.

Quando identificamos uma crença limitante, precisamos quebrar esse ciclo e isso se faz em uma quebra do ciclo vicioso. Como? Identificado a comunicação negativa e em seguida, mudando-a para uma comunicação positiva. Nesse momento a comunicação, agora positiva, irá alimentar um pensamento positivo, que por sua vez, alimentará um sentimento positivo, gerando o início de uma nova crença.

Importante: Precisa querer e ter autorresponsabilidade!

Como mudar?

A forma mais eficaz de executar a matriz ativa é através do coaching de vida, onde a Plena Performance, vem se destacando com ótimos resultados.

De qualquer forma, propomos o exercício abaixo, para que você possa, mesmo sozinho, dar os primeiros passos, para uma vida mais positiva.

01- Qual tem sito um resultado ruim que você tem gerado? Identifique um resultado atual, ruim, que você tem.

A – Ex.: gasto todo o dinheiro que tenho e não consigo guardar ou investir.

B – Procrastinação.

02 – Qual a crença que está por traz desse seu comportamento? Como você se percebe em relação a isso? Como você percebe a sua relação com o dinheiro/procrastinação?

A – Ex.: Quem tem dinheiro é ruim. Então, como eu não queria ser uma pessoa ruim, eu sempre dava um jeito de gastar todo dinheiro que chegava até mim.

B – Se eu não tentar, não irei correr o risco de errar e ser criticada.

03 – Sentimento. Qual o sentimento que você tem por viver sem dinheiro? Por procrastinar?

A – Ex.: Culpa, inferioridade, medo, raiva, fracasso.

Atenção: esses sentimentos são os seus vícios emocionais.

04 – Pensamento. Quando você gasta o dinheiro/procrastina, qual o pensamento que vem até sua cabeça? É uma voz ou uma imagem? Como você se vê?

A – Ex.: escuto uma voz dizendo que sou fracassada, que não irei conseguir.

B – Vejo as pessoas rindo de mim, me julgando.

05 – Comunicação. Quais são as suas atitudes, comportamentos, falas, quando você gasta, quando você procrastina?

A – Ex.: Ansiedade, não consigo dormir, agressividade com as pessoas ao meu redor.

B – Invento tarefas pra gastar o meu tempo

É essa a vida que você quer? Se você continuar agindo assim, quais serão as consequências? Será bom pra você e pras pessoas ao seu redor?

O quanto você quer mudar?

Vamos fazer o contrário?

01 – Pense no novo resultado que você quer pra sua vida. Não importa o como vc irá conseguir, só pense no “o quê” você quer. Isso irá te fazer feliz? Será bom pra você e para as pessoas ao seu redor?

A – Ex.: guardar 2.000 por mês.

B – Começar e terminar todas as minhas tarefas.

02 – Nova comunicação, ação, atitude (livros, pessoas, músicas, postura física…)

A – Ex.: palavras de afirmação todo dia de manhã, curso de finanças, planilha financeira.

B – Agenda organizada, quadro de metas, filmes de superação…..

Filme: Eu só posso imaginar

03 – Novo pensamento. Qual a nova imagem que virá à sua cabeça? O que a voz irá te falar?

A – Ex.: eu vejo um monte de monte de nota de 100 reais.

B – Eu me vejo fechando a minha agenda cheia de tarefas cumpridas.

Traga realidade para essas imagens, sinta, cheire, escute. Veja os detalhes, a cor da roupa, seu rosto, o som…

04 – Novo sentimento. Quando você se vê atingindo seus resultados, quando você escuta a voz dizendo que você conseguiu, o que você sente?

A – Ex.: orgulho, autoestima, tranquilidade, paz…

Respire fundo e sinta o orgulho, a autoestima…

05 – Nova crença. Diante desse novo resultado, qual é a sua verdade? O que você acredita? Qual é a crença que irá te guiar daqui pra frente?

A – Ex.: é muito bom ter dinheiro, eu sou uma ótima investidora, eu sempre realizo as minhas metas, eu sou forte e confiante, as pessoas confiam em mim…

Por 7 dias, repita esse exercício. Visualize você com o novo resultado, veja a imagem, escute a voz, sinta os novos sentimentos e fale a nova crença.

O que mais podemos fazer?

  1. Processo de coaching
  2. Não busque culpados, busque mudanças
  3. Autorresponsabilidade – não somos frutos do meio, podemos decidir e mudar
  4. Perdão e gratidão
  5. Treinar até conseguir, repetição
  6. Frases afirmativas
  7. Contágio social, livros, cursos, vídeo, filmes, músicas……

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